Três coisas que (ao menos!) você deveria saber sobre dados industriais

Geoffrey Moore, teórico organizacional norte-americano, uma vez disse: “sem análises de big data, as empresas ficam cegas e surdas, vagando pela web como cervos em uma rodovia”. A frase é emblemática e reforça a importância dos dados para nossa era digital.

A digitalização está acontecendo em todos os setores e indústrias, e quem não acompanhá-la, provavelmente, vai pagar muito caro. Com o mindset e as ferramentas corretas, é possível usar os dados que sua empresa já possui e transformá-los em lucratividade, produção e crescimento. Mas isso nem sempre acontece. 

De acordo com o estudo Big Data and AI Executive Survey 2021, enquanto 99% das empresas alegam investir ativamente em Inteligência Artificial (IA) e Big Data e 91% pretendem aumentar esses investimentos, apenas 29,2% estão experimentando os resultados da transformação digital

A jornada da digitalização só tem sentido se vier acompanhada de resultados positivos. Existem diferentes sistemas de dados, mas todos têm uma coisa em comum: guardam informações que podem ser a chave para alcançar a excelência operacional.

Toda empresa coleta dados

Segundo a consultoria Forrester, uma média de 60% de todos os dados obtidos por uma empresa não são usados. Embora seja alarmante, esse número chama a atenção para dois pontos importantes:

  • informações relevantes sobre o negócio estão sendo desperdiçadas;
  • muitos gestores não estão cientes dos dados que coletam.

A indústria sempre trabalhou com dados. Atualmente, com processos digitalizados e equipamentos cada vez mais conectados à rede industrial, há uma grande evolução na maneira de gerir e utilizar essas informações. Tanto que as empresas passaram a coletar um volume ainda maior de dados, e o conjunto se tornou grande demais para ser analisado pelos sistemas tradicionais.

Falar em falta de dados é um equívoco. Ainda que a cultura organizacional “data driven” não seja a realidade, mais cedo ou mais tarde, isso se tornará uma necessidade. Como está o nível de armazenamento e uso de dados industriais em sua companhia? 

Minerar dados para encontrar valor

Embora seja verdade que muitos dos dados coletados pela indústria estão sujos, isso não significa que eles devem ser descartados. O maior problema é a falta de ferramentas adequadas para lidar com tudo o que foi coletado e otimizar o processo de análise.

O relatório Driving recovery with better data quality verificou que a qualidade dos dados pode diminuir sua capacidade de apoiar decisões estratégicas. Nesse sentido, 44,8% dos entrevistados buscam soluções alternativas e 19,5% acreditam que a qualidade dos dados seja um obstáculo.

Muitas vezes, membros importantes das áreas operacionais não participam da concepção estratégica da transformação digital. Porém, são esses times que sabem quais dados podem gerar mais valor para o processo como um todo e quais podem ser dispensados. A integração entre o operacional e o digital pode facilitar a mineração e o processamento dos dados sujos.

Digitalizar não vai resolver todos os seus problemas

Existe uma máxima que diz: adicionar tecnologia a uma coisa que não está certa vai fazer com que ela dê errado ainda mais rápido. Apesar de resolver muitas coisas, digitalizar não é a resposta para todo e qualquer problema presente e futuro. 

Ainda que seus benefícios sejam múltiplos, os resultados dependem da combinação entre uma cultura baseada em dados e o uso de tecnologias adequadas de análise. 

O estudo reforça essa ideia de que, quase sempre, é preciso uma abordagem mais ampla. Das empresas entrevistadas pelo Big Data and AI Executive Survey 2021, apenas 39,3% estão gerenciando dados como um ativo de negócios. Isso pode explicar por que, na média, somente 25% das organizações perceberam resultados positivos com a digitalização.

A Inteligência Artificial (IA) contribui com o gerenciamento dos dados

Inteligência Artificial

Embora o debate sobre o uso de IA na indústria tenha se tornado mais relevante recentemente, essa tecnologia já vem sendo usada há mais de 75 anos. É claro que, atualmente, ela está mais sofisticada e evolui com grande rapidez, mas isso não diminui a importância dos controles, sensores e outros dispositivos com programação computadorizada que têm beneficiado os processos industriais há décadas.

O uso de IA pode gerar muito valor para a indústria. Ele permite que um grande volume de dados seja processado, o que automatiza o processo de leitura, organização e análise das informações. Conforme previsões da Gartner, até 2030, 44% do valor global de negócios em IA terá ligação ao suporte para a tomada de decisões, sua função mais relevante na atualidade.

De fato, a IA é uma nova fronteira para a indústria e pode trazer benefícios concretos para o setor.

Se quiser saber como avançar nesse sentido e incluir estratégias inovadoras em seu radar, recomendamos que leia este ebook.

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