Indústria 4.0 – A nova era da indústria nacional

O termo “Indústria 4.0”  teve sua origem em uma iniciativa estratégica do governo alemão para garantir a competitividade da indústria alemã ante a concorrência internacional por meio da informatização da manufatura. Hoje, o termo sintetiza a grande mudança tecnológica resultante da conexão entre as emergentes tecnologias digitais e o mundo físico.

Entre essas tecnologias podemos destacar: robôs autônomos, realidade aumentada, big data, simulação computacional, a internet industrial, manufatura aditiva, cibersegurança, customização em massa e a integração horizontal e vertical das cadeias de produção. Cada uma dessas tecnologias têm um potencial importante de impacto em suas respectivas áreas. A grande base desse processo são os Sistemas Ciber-Físicos (CPS). Esses sistemas permitem a mixagem dos mundos real e virtual abrindo um universo de possibilidades para os mais diversos setores. Um exemplo de como essas tecnologias já vem atuando na transformação dos processos é a indústria. Ao se utilizar os CPS, a cadeia industrial pode ser integrada, reduzindo a variabilidade dos processos, aumentando a eficiência nos mais diversos parâmetros da cadeia produtiva.

Segundo pesquisa realizada pela PwC, em todo o mundo, o setor produtivo planeja investir mais de 900 bilhões de dólares nos próximos cinco anos na atualização dos seus processos para o paradigma da indústria 4.0. Um grande foco desses investimentos será na digitalização dos processos industriais, usando para isso sensores e dispositivos que fornecem mais conectividade entre a planta industrial e a sala de controle. A indústria 4.0 deixou de ser uma tendência futura para se tornar a realidade dos processos e investimentos atuais.

O uso crescente de tecnologias de conectividade entre máquinas, produtos, sensores e seres humanos na Indústria tem levado a uma necessidade cada vez mais significativa de padrões internacionais que definem a interação desses fatores na fábrica do futuro. Os esforços para a criação desses padrões ainda são incipientes, entretanto já começam a surgir em diversos países. A plataforma alemã Industrie 4.0 foi a primeira associação do tipo a ser formada, seguida da iniciativa americana Industrial Internet Consortium (ICC). Esta associação, formada por representantes da indústria, têm se tornado uma alternativa ao domínio alemão no universo da indústria 4.0. Organizações internacionais, como o Fórum Econômico Mundial, também já começam a se movimentar nesse sentido. A instituição criou recentemente um grupo de trabalho exclusivo para tratar sobre o tema e no encontro anual de 2018, ocorrido em janeiro, o tema foi um dos mais importantes tópicos de discussão.

No Brasil, a realidade ainda é de incipiência em relação à Indústria 4.0. Hoje, apenas 2% das empresas nacionais estão incluídas nesse conceito, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), órgão ligado ao Ministério da Indústria e Comércio (MDIC). Quando o assunto é a difusão do conceito, segundo recente pesquisa da CNImais de 42% das empresas brasileiras desconhecem a importância de tecnologias digitais para a competitividade da indústria e mais da metade delas (52%) não utilizam nenhuma tecnologia digital de uma lista de 10 opções, que abrangem desde itens da chamada terceira revolução industrial, marcada pela automatização de sistemas, até sistemas que integram a realidade da indústria 4.0.

Os possíveis impactos da implantação dessas medidas no país são animadores. Segundo estimativas da Accenture, os ganhos da economia brasileira com a adoção de tecnologias ligadas à realidade da Indústria 4.0, podem alcançar a casa dos 39 bilhões de dólares até 2035. Entendendo a importância dessa oportunidade o governo brasileiro têm se movimentado no sentido de facilitar as condições de adoção dessas tecnologias e, no mês de março, a ABDI lançou a Política Nacional da Indústria 4.0 com as principais diretrizes para a transformação digital da indústria nacional.

Apesar de parecer uma realidade ainda distante para a Indústria Brasileira, o Brasil já possui soluções inovadoras para a indústria 4.0. A I.Systems oferece soluções para atualização dos processos industriais à realidade da Indústria 4.0 por meio de sistemas ciber-físicos baseados em inteligência artificial, redes neurais e machine learning. A empresa por meio de sua linha de softwares, reduz a variabilidade dos processos industriais, através de uma maior inteligência de controle, resultando em ganhos operacionais, energéticos e de matéria-prima. 

 

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